A quase vitória que mudou a história do time

                                

                            A quase vitória por um minuto!

Entenda o contexto. Nosso time sempre foi vencedor. Vitória Régia e Adrenalina foram fases boas. 

Mas, aí veio o Colors, e com ele, uma nova realidade. Entramos na Liga do Batalha, com muita fé e pouco juízo.

     Nós éramos um bom time de bairro, mas éramos  inexperientes em Ligas.
     Contra um monte de times de macacos velhos , experientes e rodados.
     Resultado: Os caras simplesmente nos jantaram, sem piedade.

Foram 12 derrotas seguidas e a constatação que nós éramos fracos e tínhamos que repensar tudo o que a gente acreditava até então.



     Naquele dia, a 13º derrota seguida parecia certa.

      Em 1° Lugar: Só foi 08 caras, metade dos jogadores abandonaram o barco. O técnico Alexandre pediu o boné e ficou acordado que o Babu seria o técnico do 2º quadro e o Beto seria o técnico do 1º Quadro.

     Para piorar, existia um revezamento para cada jogador lavar o uniforme uma semana. O jogador daquela semana faltou e ainda não lavou o uniforme e tivemos que jogar com o uniforme sujo e fedendo, uma semana dentro de uma bolsa, sem lavar. Meu, tava ridículo!

     Sabe o que é mais triste? Em 1993 nós jogamos com esse adversário, de novo. 

     Algum imbecil da turma do Nelsinho fez a mesma coisa de não lavar o uniforme e jogamos com eles sujos de novo. Qual a chance disso acontecer duas vezes contra os mesmos caras? Pois aconteceu.

     Eu fiz até piada, e falei, que isso dava sorte. Em 1993, nós ganhamos o jogo, ao menos.

 Mas, Voltando a 1991:

    Começamos uma defesa com Rael e e Marcelo e um ataque inédito com Beto e Fábio, pois o Tel e o Douglas não foram nesse dia.

Para nossa surpresa, abrimos 2x0 com um golaço do Rael e mandamos no placar por 90% do tempo. A nossa inexperiência (e várias bobagens do técnico Babu) fizeram o adversário empatar em 3x3, até faltando dois minutos para acabar.

Até que o jogador Beto, de costas, num giro improvável, dá um carrinho na diagonal e toca na saída do goleiro. 04x03, no gol que o jogador Hélon apelidou como um gol réptil.

Isso fez história: e os gols réptil do jogador Beto foram ecoar até 2003, no Revoltados...

A festa que nós fizemos foi algo absurdo! Depois de 12 derrotas, tantas adversidades, falta de metade do elenco...

    Eu confesso que meio que chorei, até hoje a imagem do jogador Hélon dando murros num cano azul, ainda me vem à mente 

      Eu não lembro de detalhes de pelo menos metade das vitórias do Revoltados, mas disso, que é bem anterior, eu lembro.

       Mas, como diz a piada: pobre não tem sorte. Na saída de bola, os caras empataram em 04x04. Numa falha minha, o que doeu mais ainda.

       Os caras fizeram uma festa enorme, tirando sarro da gente: É assim que se comemora, seus otários! 

        O jogo acabou 04x04 e foi um soco no estômago da gente. Como se fosse chegar numa final de Olimpíada, perder e ficar com a prata.

Visto hoje, 25 anos depois, foi importantíssimo esse empate, simplesmente o primeiro ponto na Liga da história do time!

     Só precisávamos de ajustes, um elenco mais experiente e rodado, uns caras mais velhos para dar suporte aos mais novos...

Tudo isso veio anos depois. Depois daquilo, foram mais de 100 vitórias ao longo dos anos e mais de 500 pontos, fora aquele mísero pontinho.

Mas, tudo começou ali. Foi o nosso turning point, o ponto da virada.

Era possível sermos competitivos na Liga. A primeira vitória só foi adiada por 06 semanas.

Se não fosse esse amargo empate em 4x4, talvez nem existisse Revoltados.

Ou o Revoltados seria um eterno time de bairro e com eterno trauma de jogar em Ligas...


                                         

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